A tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo. Está localizada na parte central do pescoço e produz dois hormônios (T3 – triiodotironina e T4 – tiroxina) que atuam na regulação de todo o corpo.

As principais doenças da tireóide são os nódulos e as alterações na produção de hormônios pela glândula.

Nódulos na glândula tireóide são muito comuns. Estima-se que cerca de 40% das mulheres acima de quarenta anos apresentem essa alteração, que é facilmente detectada com o exame do pescoço pelo médico e complementado com a realização de uma ultrassonografia. Esses nódulos devem ser cuidadosamente investigados e na grande maioria dos casos são alterações benignas que necessitam apenas de acompanhamento clínico.

Alterações na produção de hormônios pela glândula são também muito comuns e podem vir ou não acompanhadas do desenvolvimento de nódulos na tireóide. Quando a produção de hormônios é baixa, quadro chamado de hipotireoidismo, a pessoa apresenta queixas de sonolência, ganho de peso, queda de cabelo, cansaço etc. Em caso de hipotireoidismo prolongado, ou seja, não tratado, o paciente pode inclusive evoluir com coma e até mesmo morte em casos extremos. O hipertireoidismo é o quadro clínico oposto: há estímulo à produção hormonal pela glândula e o paciente apresenta agitação, insônia, taquicardia, aumento dos olhos, emagrecimento etc., e em casos graves pode apresentar arritmias cardíacas que necessitem de atendimento de emergência. Essas alterações somente são diagnosticadas com a realização de exames de sangue (dosagem dos hormônios tireoidianos), e devem ser prontamente tratadas com administração de hormônio tireoidiano (levotiroxina) nos pacientes com hipotireoidismo e com uso de medicações que bloqueiam a produção de hormônios pela glândula no caso de hipertireoidismo.

A cirurgia para retirada da glândula tireóide, uma cirurgia simples porém muito delicada, somente é indicada em cinco situações: (1) nódulo tireoidiano maligno (câncer da tireóide) ou se há a suspeita de malignidade; (2) tireóides muito grandes que geram dificuldade de engolir ou respirar; (3) tireóides que “crescem” para dentro do tórax; (4) hipertireoidismo que não se pode controlar com remédios; (5) nódulos visíveis e esteticamente não aceitáveis.

Dessa forma, se você notar nódulos no pescoço ou sintomas de cansaço ou agitação, ganho ou perda de peso, quedas de cabelo ou alterações de pele freqüentes, procure o seu médico, você pode estar com problemas na sua tireóide.

Dr. Leandro Luongo de Matos
CRM SP: 127.075
Médico - Cirurgião de Cabeça e Pescoço da Beneficência Portuguesa de São Caetano do Sul

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